
via [loveallthis]
"Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo" [c.f]

via [loveallthis]
eu queria escrever sobre a saudade e o quanto fico entediada com a espera. Mas agora estou com sono. E mesmo que as lembraças da noite passada me façam ter vontade de dançar em volta dos móveis da sala, vou conter essa euforia, assim como as palavras…
meu segredo.

lelove

I won’t tell you that I love you
Kiss or hug you
‘Cause I’m bluffin’ with my muffin
I’m not lying I’m just stunnin’ with my love-glue-gunning
Just like a chick in the casino
Take your bank before I pay you out
I promise this, promise this
Check this hand cause I’m marvelous
Can’t read my,
Can’t read my,
No he can’t read my poker face
Através de cenas dos filmes de alguns dos grande gênios do cinema, como, François Truffaut, Federico Fellin, Michelangelo Antonioni e Anthony Quinn, Luther Blisset, uma identidade em aberto, adotada e compartilhada por centenas de hackers, ativistas e operadores culturais de diversops países, criaram um video para homenagear uma das obras mais polêmicas do grande escritor (e mestre) Henry Miller, Trópico de Câncer. Fantástico!
[via Arts blog]



Berlim, 01.07.93 (cartão)
Luciano, meu querido:
Sozinho no hotel, quase uma da manhã, no verão alemão, ouço Adriana Calcanhotto no walkman e me dá uma saudade irracional de você. Que foi tão bom para mim nos dois meses de uma Porto Alegre péssima. Nenhum calor. Perdi Porto Alegre, perdi São Paulo, talvez tenha perdido também o Brasil. Me chamam para a Hungria e Indonésia, arrumo/desarrumo malas por hotéis estranhos. Choro em Veneza, beijo turcos em Milão, acho graça em clichês, rio com Rubem Fonseca. Falo duas palavras em inglês, uma alemã, outra italiana, três francesas, outras cinco portuguesas e não tenho mais uma vida “normal”. Malas, hotéis… e os amigos, cadê? Você foi lindo comigo. E distante. Me deu apoio, não o ombro. Queria tanto ter chorado a dor enorme de Porto Alegre e a velhice dos meus pais no Menino Deus no ombro de um amigo. Não temos tempo: somos maduros. Onde será que isso começa? Procuro o fio, há só a meada. Te abraço quente e longe. Quais eram nossas esperanças?
Recomendações a Luiz Fischer (lindo), please – e fique com Deus.
Te beijo, irmão.
Caio F.
[aliceinwardrobewonderland]
“Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não consegurás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele(…)”
(C.F)
klairg.deviantart
Meu coração está dividido. De um lado a porralouquice e a intensidade, as palavras certas, o sexo bom, o rock e aquelas coisas que vem junto com ele. Do outro, a bichogrilice engraçada de um aventureito comedido, vinho, opniões bem formadas sobre tudo, sexo bom, liberdade e uma vontade imensa de voar, mas sempre voltar para o ninho.
Eu só sei ser uma, só sei ser eu, desse jeito assim assim. Amando hoje e desperatando logo de manhãzinha. Não sei ser presa e nem medida. É só seguir a música.
Conte-me um segredo e guardarei. Dê-me o seu amor e espere que eu o viva, só isso. Amor não foi feito para ser guardado, foi feito para ser vivido. Consumido.
O primeiro consome o amor, como quem tem fome. O segundo guarda.
O primeiro me prende em seus braços. O segundo, gostaria, mas se prender,-me será preso também.
Ah! Esses olhos castanhos, às vezes vermelhos, outras velhos adormecidos. Às vezes tão atentos, outras vezes me seguindo…
Um deles quer saber até quando vamos dançar essa dança? O outro, bem, o outro não é lá um pé de valsa, mas baila quando tem que bailar. Eu ainda não decidi qual é o melhor par. Talvez só esteja esperando aparecer alguém com quem goste mesmo de dançar.


———————


[lelove]